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Estou de Passagem

Por Dijanira Silva

Quando nascemos, entramos nesse surpreendente "trem"...

Há algum tempo, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação, por sinal, muito interessante, quando bem interpretada. Cheia de embarques e desembarques, chegadas e partidas, constantes surpresas, conquistas e perdas, altos e baixos, abraços, lágrimas e sorrisos... Assim é a viagem da vida.

Segundo descreve o autor, quando nascemos, entramos nesse surpreendente "trem" e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos estarem sempre conosco durante a viagem: nossos pais. Mas, infelizmente, isso não é real, pois em alguma estação, eles desembarcam e precisamos seguir, mesmo sem eles. Afinal, a viagem, para nós, ainda continua.

Para nossa felicidade, durante o percurso, algumas pessoas, que se tornarão muito importantes em nossa vida, embarcam no mesmo "trem". São os irmãos, os amigos, os colegas, e os amores inesquecíveis que a viagem da vida nos dá de presente! Alguns embarcam apenas a passeio, visto que não se comprometem com os "encargos" próprios da viagem, não se arriscam a visitar o vagão da frente nem o detrás, nem sequer "puxam uma prosa" agradável com o passageiro ao lado. Outros fazem da "viagem" uma oportunidade para servir e constantemente estão circulando entre um vagão e outro, procurando alegrar o ambiente com uma palavra amiga, um sorriso, um incentivo, um abraço, ou até mesmo chamando a atenção para a beleza da paisagem lá fora, ajudando assim, a tornar o trajeto mais leve, mais feliz.

Interessante é constatar que alguns passageiros, que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em "vagões" diferentes dos nossos e, conseqüentemente, somos obrigados a fazer esse caminho separado deles, o que nos custa muito, mas não nos impede, é claro, de que possamos ir encontro deles uma vez ou outra. Mesmo que não consigamos sentar ao lado deles, pois nosso "vagão" é outro, não importa... A alegria de encontrar quem amamos sempre supera o esforço da busca.

E a "viagem" segue em frente, sempre em frente, sem trégua. O jeito é fazermos tudo o que pudermos para que ela se torne o mais agradável possível. Tentar nos relacionar bem com os demais passageiros, procurando descobrir o que cada um tem de melhor, é, sem dúvida, um grande passo. É preciso lembrar ainda que, a qualquer momento, algum dos companheiros poderá fraquejar ou até passar mal e precisaremos entender, esperar, e ajudar. Provavelmente, também fraquejaremos um dia, e uma vez que cuidamos dos outros, haverá alguém que cuidará de nós com carinho e atenção. Também durante o "percurso" vale a máxima: "Colhemos o que plantamos".

Mas, afinal, para onde estamos indo, onde fica a "estação derradeira"?

Pela fé, creio que existe uma nobre e segura "estação" à minha espera. A Palavra de Deus nos fala sobre este lugar quando afirma: "(...) E Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição." (Ap 21, 3-4). Viajo impulsionada pela esperança da chegada definitiva a esta "terra prometida".

Sei que lá vou contemplar a chegada dos que, um dia, por providência divina, viajaram no mesmo "trem" que eu ou ainda serei recebida pelos que desembarcarem antes que eu. O certo é que haverá o reencontro e, nesse dia, estaremos todos em festa.

Espero que tenhamos cumprido nossa missão e, enfim, possamos usufruir das promessas que o Senhor nos faz enquanto "viajamos". Seja bem-vindo ao "meu trem" e boa viagem!

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